O LABSOLDA foi
criado em 1973 após um convênio de
cooperação entre o hoje designado "Forschungszentrum" de
Jüllich/Alemanha e o CNPq. Entretanto,
suas atividades só foram intensificadas
no início 1974. À epoca, seus integrantes
só tinham a opção de desenvolver
a pesquisa básica nos processos com os equipamentos
disponíveis, os quais se constituíam
em uma máquina MIG, uma TIG, uma de solda
ponto e dois conversores rotativos de soldagem.
As atividades de pesquisa básica serviam para a formação
acadêmica dos professores que aplicavam seus conhecimentos no ensino
teórico e prático e serviram inicialmente para a concretização
da primeira dissertação de mestrado em 1976. Com
a continuidade destas atividades foi escrito e publicado em 1979 o livro Tecnologia
da Soldagem a Arco Voltaico. Embora, a participação do LABSOLDA
sempre tenha sido ativa em todos os eventos de tecnologia de soldagem no Brasil
e alguns no exterior, chegando a organizar o II Congresso Latino Americano
de Tecnologia da Soldagem, era difícil o intercâmbio com indústrias.
A
intensificação da integração
com as indústrias sempre foi uma importante
meta para o LABSOLDA, que passou a buscar apoios
institucionais para promover cursos de especialização
para engenheiros. Tal apoio veio principalmente
da Comissão Nacional de Energia Nuclear,
que também veio a apoiar o desenvolvimento
de fontes de energia para soldagem a arco. Este último
desenvolvimento contava à época com
a participação do anteriormente denominado
Laboratório de Máquinas e Eletrônica
de Potência - LAMEP - do Departamento de
Engenharia Elétrica da UFSC, o qual hoje
se denomina INEP - Instituto de Eletrônica
de Potência.
As pesquisas em metalurgia da soldagem e o estudo das características
dos revestimentos dos eletrodos revestidos também sempre estiveram presentes
nas atividades do LABSOLDA. Uma fase mais arrojada do laboratório se
iniciou em 1983 com o início do doutorado de dois professores num programa
cooperativo com a Alemanha sob o apoio da Sociedade Alemã de Cooperação
Técnica (GTZ) e a participação do Instituto de Automatização
de Processos de Soldagem (APS) da Universidade Técnica de Aachen - Alemanha.
Foi em conseqüência deste envolvimento que se
criaram necessidades e condições para a formação
de uma infraestrutura laboratorial para o desenvolvimento de instrumentação
eletrônica e de equipamentos de alta tecnologia.
:: o Labsolda fazendo parte do ensino de 1º Mundo
da Engenharia Mecânica da UFSC (1994) |